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Gráfico de Barras

O gráfico de barras é um dos tipos mais populares na análise técnica. Conforme pode ser visto na ilustração ele utiliza o valor de abertura, máximo, mínimo e de fechamento.

A barra oferece uma série de informações sobre o que acontece no pregão. O segmento de reta para a esquerda é a abertura, ou seja, o valor do primeiro negócio que ocorreu no dia. O segmento para a direita é o valor de fechamento, representando o preço do último negócio no pregão. O ponto mais alto da barra coincide com o preço máximo praticado durante o pregão, enquanto que a extremidade inferior corresponde ao preço mínimo.

O tamanho da barra (distância entre o máximo e o mínimo) nos oferece alguns dados, mostrando um pouco sobre como foi a batalha entre compradores e vendedores. Uma barra pequena ou média, normalmente, demonstra um mercado calmo, sem grandes conflitos. Mas, o que é uma barra pequena? Que tamanho é uma barra média? Isso depende do mercado/ativo, o que se faz é analisar o tamanho da barra em relação ao tamanho médio das outras barras do gráfico, se, por exemplo, for metade do tamanho da maioria, com certeza estamos falando de uma barra pequena.

O mesmo raciocínio é válido para identificar barras grandes, a interpretação, entretanto, é completamente oposta. Barras grandes normalmente são um sinal de mercado volátil, com os preços variando fortemente durante o dia. Em pregões desse tipo, surgem várias oportunidades de negócios (e algumas armadilhas também).

A Teoria de Down Jones
O ponto de partida dos estudos relacionados ao mercado acionário. Tem como objetivo, determinar as tendências primárias (mais significativas) do mercado. Quando uma tendência é estabelecida, admiti-se que ela existe até que haja uma reversão.  A teoria, no entanto, mostra apenas a tendência, esquecendo-se de projetar sua duração.

A Maioria das Ações Segue uma Tendência Conjunta: motivo pelo qual se criou o índice Down Jones, que funciona como um barômetro para o mercado.

O Mercado Tem 3 Movimentos: primário (tendência de longo prazo), secundário (correções e reações à tendência principal. Dura de semanas a meses) e a tendência menor (duração de dias e até horas.)

Confirmação: o princípio da confirmação afirma que para uma reversão de tendência ou rompimento de nível de suporte/resistência ser válido, o fato deve ocorrer em dois índices de composições distintas. Assim, um índice confirma o outro, demonstrando que não se trata de uma oscilação temporária do movimento.

Para ilustrar o princípio da confirmação suponha dois índices (A e B) de composições diferentes, mas que se comportam de maneira semelhante. O índice A, durante uma alta, vence a zona de pressão vendedora (a linha de resistência) e parece seguir com força em sua tendência. O índice B, entretanto, ao chegar pela primeira vez na linha de resistência não consegue o rompimento da mesma forma que A. Um investidor que analisa o mercado apenas a partir do ponto de vista do índice A pode concluir que existem boas oportunidade de compra logo após o rompimento. Contudo, o que acontece é uma retração, pois o mercado não estava tão forte como demonstrou a falha de rompimento por parte de B.

Essa é a essência do princípio da confirmação. Dois índices são usados para que um pronuncie uma "segunda opinião" sobre o outro, de modo a validar o que está acontecendo ou indicar uma armadilha. No caso brasileiro, esses dois índices poderiam ser, por exemplo, o índice Bovespa e o IBRX.

A Tendência Continua Até Surgir um Sinal Definitivo de que Houve Reversão: embora pareça óbvio, este princípio é importante. O mercado não vai cair apenas porque atingiu um nível "alto demais" ou subir porque "já caiu demais". Uma das técnicas mais simples utilizadas é a identificação de falhas ao formar um topo mais alto (em uma tendência de alta) ou um fundo mais baixo (em uma tendência de baixa). O investidor deve possuir uma metodologia de identificação de pontos de entrada e saída, existem uma série de ferramentas de análise técnica que ajudam nessas decisões.

As Médias Setoriais Têm que Confirmar a Média Global: por exemplo, se o Ibovespa estiver caindo, mas a média do setor siderúrgico não estiver caindo, não está confirmada a tendência de queda.

As Médias Descontam Tudo: os índices representam a ação conjunta de inúmeros investidores, desde os mais bem informados(que contam com as melhores informações e previsões) até os muito inexperientes. As variações diárias dos preços de um índice, portanto, já têm incluídas (descontadas) no seu valor os eventos que irão acontecer e que são desconhecidos pela maioria dos investidores. Dessa forma, todo o fator que afeta a relação de oferta/demanda está refletida no preço do mercado. Entretanto, existem os eventos que são imprevisíveis e que as pessoas não têm como saber, como calamidades naturais, catástrofes como os atentados nas torres americanas, etc. Esses são os chamados "atos divinos" , quando acontecem podem gerar fortes oscilações iniciais, mas acabam sendo absorvidos pelo mercado.

Resumo:

  • Todo o fator que afeta a oferta x demanda está refletido no índice.
  • O Índice já possui em seu valor (já descontou) eventos futuros que a imensa maioria não conhece.
  • Acontecimentos completamente inesperados são rapidamente avaliados e seus possíveis efeitos absorvidos.

Para Saber Mais: The Dow Theory de Robert Rhea, Technical Analysis of Stock Trends de Robert D. Edwards e John Magee e Techical Analysis Explained de Martin Pring.

Linhas de Tendência

Linhas Ascendentes, Descentes e Canais
Traçando as Linhas: traçar uma reta ligando o mínimo de cada barra para uma tendência ascendente ou o máximo de cada barra para um caso de baixa. Em momentos de indefinição, as linhas de tendência são praticamente horizontais.

Na teoria das linhas de tendência, se os preços ultrapassarem a linha no sentido oposto, ocorre uma reversão da tendência. Ou seja, se os preços romperem para cima a linha de tendência de baixa, significa que um movimento de alta está por vir. Apesar da simplicidade, a linha de tendência é uma das ferramentas mais eficazes da análise técnica.

Às vezes ocorre uma falsa quebra de linha de tendência, ou seja, os preços rompem a reta, mas não mudam de tendência, isso ocorre devido a uma falta de confirmação com os outros indicadores (altos volumes nos pontos de reversão, por exemplo). Contudo, tal ocorrência pode ser interpretada como um aviso para uma futura mudança na tendência.

O tamanho da reta é um outro fator importante a ser levado em conta. Quanto maior o tamanho da linha de tendência, maior é a sua importância. Assim, uma linha que une os fundos dos preços durante um ou dois anos é muito mais significativa que uma linha de apenas uma semana. Representando essa, uma tendência de curto prazo e aquela, uma tendência de longo prazo.

Um outro ponto relevante é a inclinação das retas. Quanto mais inclinadas forem as retas, maiores são as chances de reversão da tendência. Penetrações em linhas muito inclinadas, em geral, resultam em correções de curto prazo, após o qual normalmente reaparece a tendência original, só que com menor inclinação e tamanho.

Para se calcular a amplitude de uma quebra descendente da reta, basta pegar a maior amplitude da cotação máxima em relação à linha de tendência e projetá-la para baixo. O mesmo processo pode ser feito para se calcular a amplitude ascendente. (Retas Verticais Laranjas). Uma vez que os preços atingiram a amplitude calculada, é esperado, portanto, uma correção nos preços.

Negociando com Linhas de Tendência
Como você pode perceber as linhas de tendência oferecem ótimos avisos. Em uma tendência de alta, a linha de suporte formada pode sugerir boas oportunidades de compra. De maneira semelhante, ao se aproximar da linha de resistência esteja preparado para sinais de venda.

Assim como suportes e resistências, quanto mais a linha for testada e resistir dando início a novas reações do mercado na direção contrária, mais forte ela é.

Outro ponto que temos de abordar é a questão do volume. Em uma tendência de alta o volume normalmente cresce à medida que os preços sobem, afastando-se da linha de tendência e decresce quando retornam a ela, em uma tendência de baixa o volume aumenta à medida que os preços caem, afastando-se da linha de tendência e diminuem quando retornam a ela.

Canais de Tendência
Formação típica de alta, onde são traçadas duas retas ascendentes, uma unindo os fundos e outra unindo os topos. Uma boa estratégia para essa situação é vender sempre que os preços atingirem a reta superior e comprar quando se aproximarem da reta inferior. Mas lembre-se, em algum momento os preços vão cair fora!

Uma vantagem dos canais sobre as linhas de tendência é que eles oferecem um ponto de entrada e um ponto de saída (os dois limites do canal). Um canal pode ser Horizontal, Ascendente ou Descendente.

É importante enfatizar que quanto maior o tempo de duração do canal mais importante ele é, contudo, como todas as formações gráficas uma hora ele será rompido. O canal é uma das técnicas mais simples e importantes que existem, deve ser preferencialmente utilizado em conjunto com outras ferramentas técnicas tornando-se uma arma valiosa em sua estratégia operacional.

Suporte e Resistência

Suportes e resistências, de maneira simples, são zonas de preços nas quais o movimento atual do mercado tem grandes chances de parar e reverter.

Suporte
Região na qual o interesse de comprar é grande, superando a pressão vendedora, o movimento de queda tende a parar. Resistência: Região na qual o interesse de vender é grande, superando a pressão compradora, o movimento altista tende a parar. Não existe nada de mágico com suportes e resistências o que existe é oferta versus demanda e psicologia humana.

Em uma alta, conforme os preços aumentam, os ativos vão ficando naturalmente mais caros e menos compradores vão estar disponíveis a pagar determinado preço. Os vendedores, pelo contrário, vão querer vender como nunca nesses novos valores, aumentando a oferta e contribuindo para o início da desvalorização (queda).

Em uma baixa o contrário acontece, os ativos tornam-se mais baratos e a demanda pelos papéis começa a aumentar. Os vendedores, já não acham os preços tão atrativos, diminuindo a oferta. Está aberto o caminho para a valorização (alta).

Negociando com a Ajuda de Suporte e Resistência: a regra para negociar usando suportes e resistências parece simples: comprar no suporte e vender na resistência. Essa regra sem sofisticação, mas objetiva pode tornar um investidor extremamente bem sucedido se ele conhecer o mercado e tiver uma boa metodologia de operação. Para isso o investidor deve saber que, muitas vezes ocorre o rompimento dos níveis de suporte e resistência, sendo importante contar com estratégias para proteção do capital e também para aproveitar esses acontecimentos. Nesse contexto um ponto relevante é a força do suporte e resistência. Quanto mais vezes o mercado "bater e voltar" na linha, mais forte é a confiabilidade da barreira de preços.

O Princípio da Inversão
O Princípio da Inversão (também chamado de Princípio da Mudança de Polaridade) pode ser aplicado em suportes, resistências e linhas de tendência (tema do próximo capítulo). Como o nome sugere, o princípio está relacionado com a inversão de papéis, ou seja, uma resistência passa a funcionar como suporte e vice-versa. De maneira simples, suponha que determinada região de preços é uma resistência. Se essa região for rompida, ela tende a tornar-se uma zona de maior pressão compradora, ou seja, um suporte. O raciocínio oposto também é válido, se uma região de suporte for perdida, ela poderá passar a ser uma resistência.

Analisemos o exemplo acima no índice Bovespa: A linha azul é, inicialmente, um suporte, tendo funcionado diversas vezes como um local de reação do mercado. Entretanto, o suporte acabou por ser rompido transformando-se em uma linha de resistência. Trata-se do princípio da inversão agindo.

Os Fatores Psicológicos por Trás de Suportes e Resistências suportes e resistências estão entre os primeiros conceitos que aprendemos quando começamos a estudar análise técnica. Eles refletem, diretamente, a idéia de "comprar barato e vender caro" que habita os sonhos e intenções de qualquer investidor. Mas, como se formam esses níveis? O que faz com que determinado papel não consiga romper uma resistência antiga? A resposta para essas questões é ao mesmo tempo simples e complexa, assim como são os seres humanos.

Que outros fatores ajudam a definir um certo preço como suporte ou resistência? A resposta é simples: memória. As pessoas lembram-se dos valores que compraram ou venderam e ganharam dinheiro, lembram-se também dos preços em que perderam e das emoções boas e más sentidas durante esses eventos. Logo, o somatório desse histórico de lembranças é um dos fatores que contribui para a formação dessas zonas de bloqueio.

Comprometimento, envolvimento e orgulho: uma das frases mais notórias e felizes usadas para diferenciar envolvimento e comprometimento diz que a galinha está envolvida com a omelete enquanto que o porco está comprometido com a feijoada. A distinção possui esse nível de grandeza mesmo, quando estamos verdadeiramente comprometidos nos esforçamos, torcemos, enfim, fazemos tudo ao nosso alcance para que as coisas aconteçam conforme o planejado.

Quando olhamos os gráficos na tela do computador e formulamos uma estratégia de trade passamos a ter um envolvimento com nossa hipótese. Quando decidimos dar o passo seguinte e a ordem é enviada, querendo ou não, passamos a possuir um compromisso financeiro com a operação. A partir desse momento, o trader precisa saber gerenciar suas emoções, caso contrário uma série de pensamentos destrutivos

Padrões de Consolidação da Trajetória

Triângulos
Triângulos são classificados como padrões de continuação de tendência, eles se formam quando a flutuação dos preços começa a atingir amplitudes cada vez menores conforme o tempo passa. No começo de sua formação o triângulo está em seu ponto mais largo, á medida que o tempo passa os preços passam a oscilar entre duas linhas: a inferior de suporte e a superior de resistência. Não existe verdade absoluta, mas a tendência é a continuação do movimento atual após o rompimento, em especial no que se refere a triângulos ascendentes e descendentes. Existem três tipos básicos de triângulos:

Triângulo Ascendente: o triângulo ascendente possui o lado superior horizontal e o inferior como uma linha ascendente. O rompimento normalmente indica a continuação da tendência. Uma das técnicas para utilizar o triângulo ascendente como instrumento de operação é aguardar pelo rompimento da linha horizontal com alto volume, nessa situação os analistas esperam por uma alta de pelo menos a altura do lado mais largo do triângulo.

Triângulo Descendente: o triângulo descendente é o inverso, tende a ser um sinal de queda. A linha horizontal fica na parte inferior enquanto que uma linha de tendência inclinada para baixo se forma. Como no caso ascendente, espera-se que os preços percorram uma distância equivalente ao tamanho do lado mais largo da formação.

Triângulo Simétrico: no triângulo simétrico os preços máximos e mínimos das flutuações atingem amplitudes cada vez menores. É uma formação típica de indecisão e a sua tendência está mais relacionada com a continuação da tendência corrente do que com reversão.

Durante a formação do padrão os triângulos, geralmente, apresentam diminuição constante do volume, havendo um aumento significativo apenas na região de corte (rompimento), o que é um sinal bastante importante.

O triângulo é um padrão de continuação de tendência, mas é importante lembrar que não necessariamente um triângulo simétrico ou ascendente vai romper para cima e um descendente para baixo. O rompimento pode ser para qualquer direção, o mais importante é saber se posicionar de acordo com o movimento posterior.

Realizando Trades com Triângulos: triângulos são bastante utilizados na análise técnica. Eles refletem um momento de indecisão do mercado, possuindo um caráter corretivo. Uma observação que tenho feito é que muitos analistas e investidores que acompanham o mercado conseguem com sucesso identificar esse padrão. Entretanto, existem muitas dúvidas sobre como realizar trades com triângulos. Para ver mais sobre a identificação dessas figuras e suas variações consulte o capítulo sobre triângulos no tutorial de análise técnica.

Compra/Venda Sem Pullback: durante a formação do padrão, normalmente, vemos que o volume decresce. No rompimento, entretanto, o volume tende a aumentar bastante. A primeira estratégia, portanto, é aproveitar essa nova força compradora (ou vendedora caso o triângulo rompa para baixo e você deseje operar na ponta de venda) e entrar no movimento. O stop inicial, por sua vez, pode ser colocado sob (sobre no caso descendente), uma vez que tende a ser zona de suporte (resistência). A figura abaixo mostra um triângulo simétrico, um triângulo ascendente e um descendente. Nos dois primeiros casos, uma compra deve ser realizada na ruptura ou próximo dela. No caso do triângulo descendente efetuamos uma venda nesse ponto.

O triângulo é um padrão de continuação de tendência, mas é importante lembrar que não necessariamente um triângulo simétrico ou ascendente vai romper para cima e um descendente para baixo. O rompimento pode ser para qualquer direção, mas a estratégia de operação é a mesma.

Compra/Venda com Pullback: muitas vezes o mercado após romper um nível de suporte/resistência realiza um retorno e testa o nível rompido (ou a região próxima) novamente antes de prosseguir na direção do movimento inicial. Esse retorno chama-se pullback. Uma das estratégias com triângulos é, portanto, aproveitar o pullback que acontece muitas vezes. Após o rompimento o mercado volta ao nível do triângulo e, a partir desse ponto, recomeça a subir/descer. A compra/venda neste caso deve ser realizada no rompimento do novo topo/fundo formado no pullback. Esse modo de operação está ilustrado na figura abaixo, a linha vermelha indica o nível no qual a compra/venda deve ser realizada. O stop inicial é colocado abaixo/acima do fundo/topo formado pelo pullback

Comparativo Entre as Estratégias: considerando um mesmo triângulo, a lucratividade potencial tende a ser maior no caso 1, uma vez que entramos mais cedo no trade. Além disso, podemos realizar esse trade sempre que houver o rompimento, enquanto que no caso 2 podemos esperar um pullback que pode nunca vir a acontecer e assim perdermos uma boa oportunidade. O caso 2, contudo, pode ser considerado um pouco mais seguro, pois temos, normalmente, condições de colocar um stop menor e sabemos que estamos próximos a uma zona de suporte , por exemplo. Podemos estimar também o alvo de preços com maior precisão agregando as projeções do próprio triângulo com extensões de fibonacci, o que nos fornece uma idéia melhor sobre a recompensa do trade.

Projetando Alvos para os Preços: utilizando triângulos é possível projetar o valor futuro dos preços. Existem duas técnicas principais para isso. A primeira delas, consiste em tomar a medida do maior lado do triângulo e projetá-la no ponto de rompimento. A segunda maneira é traçar uma linha paralela à linha do lado oposto do rompimento. Essas duas maneiras estão ilustradas na figura abaixo com um triângulo simétrico (técnica 1) e um triângulo ascendente (técnica 2), a linha vermelha representa a projeção do alvo dos preços.

Bandeiras e Flâmulas
São padrões muito úteis de continuação de tendência. Tanto as bandeiras como as flâmulas possuem as seguintes características semelhantes:

  • Possuem 3 Fases: um movimento mais forte e objetivo inicial, uma pequena correção do movimento e uma retomada do movimento na direção original.
  • São formações, em geral, de curta duração (1 a 3 semanas) que surgem com mais frequência em fases de subidas ou de quedas mais bruscas. O volume durante a formação tende a se reduzir, aumentando novamente no ponto de corte.
  • A diferença fundamental entre uma bandeira e uma flâmula é o formato do padrão corretivo da formação. Observe nas figuras abaixo que a bandeira é semelhante a um retângulo (podendo ter inclinação), enquanto que a flâmula é uma bandeira pontiaguda, lembrando bastante um triângulo.

Alvo Para os Preços: como técnica de cálculo de alvo dos preços utilizamos o tamanho do movimento inicial até o início do padrão corretivo (primeira linha vermelha nas figuras acima). Então, quando acontece o rompimento (geralmente com aumento de volume conforme dito anteriormente) projetamos essa mesma distância a partir da linha base da bandeira ou flâmula (dando origem a segunda linha vermelha). Alguns analistas acreditam que a projeção pode ser feita do ponto mais alto da bandeira ou flâmula, entretanto, teriamos um alvo otimista nesse caso. Abaixo vemos um exemplo de bandeira na Telemar (TNLP4). Observe que conforme mencionado, o retângulo que forma o padrão corretivo da bandeira pode ser inclinado.

Padrões de Reversão da Trajetória

Ombro-cabeça-ombro
Um dos mais importantes padrões de reversão de tendência. Vamos utilizar a figura abaixo para analisar sua formação e seus componentes. O padrão lembra, de fato, os ombros e cabeça de uma pessoa. O mercado forma um primeiro topo (ombro) e retorna a linha base que será chamada de linha de pescoço. Desse ponto, uma alta acontece superando o topo anterior e formando a cabeça, até esse momento o mercado sugere a continuação da alta. Os preços, a partir da cabeça, retornam uma vez mais até a linha de pescoço e voltam a subir, dando origem ao segundo ombro com tamanho muito semelhante ao primeiro. Está formado o OCO. O volume costuma decrescer conforme o padrão vai sendo construído, elevando-se rapidamente no corte da linha de pescoço. Os OCOs indicam reversão de tendência. O padrão da figura acima, é um OCO de baixa, mas também existem OCOs de alta como na figura abaixo.

Uma das características mais interessantes do padrão cabeça e ombros é o alvo de preços que a formação sugere. Mede-se a altura da cabeça até a linha de pescoço e projeta-se essa mesma altura a partir da linha de pescoço na direção de rompimento. A linha vermelha na figura acima, mostra até onde o OCO sugere que os preços subam.

No exemplo acima temos um gráfico em nível diário do índice Bovespa mostrando um OCO de queda. Note que a linha pontilhada vermelha indica o alvo dos preços.

Topos Duplos
Topos duplos sinalizam o final de um mercado de alta. Eles são formados quando os preços sobem até atingir um determinado nível, geralmente, com volume aumentando durante o percurso e ao atingir esse nível começam um processo de retração com o volume diminuindo. Após a retração, uma nova alta inicia-se até voltar ao nível de preços atingido anteriormente ou bem próximo disso. O volume nesta segunda "viagem" poderá, inclusive, ser menor do que o volume gerado na formação do primeiro topo.

Na figura acima a linha vermelha representa duas vezes a altura do topo a partir de sua linha base. O tamanho da linha indica um preço-alvo para o movimento após a reversão. Para uma maior validade, muitas vezes os analistas apreciam uma certa separação entre os topos de pelo menos duas ou três semanas.

Fundos Duplos
Os fundos duplos possuem as mesmas características que os topos duplos, claro que trata-se do inverso, ou seja, um padrão que indica reversão para uma tendência de alta.

São válidos os mesmos conceitos em relação ao nível-alvo dos preços após a formação e o tempo de duração. Conforme os fundos vão se formando existe, normalmente, um aumento de volume associado, diminuindo na reação de volta até a linha base.

Os topos duplos sinalizam venda, enquanto que os fundos indicam compras. Fatores que aumentam a confiabilidade do padrão ainda é o fato de os topos/fundos serem formados em zonas de resistências/suportes importantes. Como recomendado em outros capítulos deste tutorial, sempre que utilizamos técnicas de análise gráfica em conjunto podemos aumentar muito o sucesso de nossas estratégias de investimentos. Um exemplo real de topo duplo podemos ver no gráfico abaixo do Bovespa.

Topos e Fundos Triplos
Todos os conceitos são válidos para topos e fundos triplos, a única diferença é que existe um topo ou fundo a mais do que nos casos estudados.

Gaps

Gaps não são apenas espaços vazios nos gráficos. Eles trazem uma série de informações importantes que podem influenciar diretamente a percepção do trader sobre o movimento. A sua interpretação pode variar de um claro indicativo de força até uma expectativa de reversão dependendo do contexto no qual o gap se manifesta.

Surgimento
Assumindo um período de tempo diário, um gap acontece quando o máximo do dia atual é inferior ao mínimo do dia anterior (gap de baixa) ou quando o mínimo do dia atual é superior ao máximo anterior (gap de alta). Observando um gap no gráfico ele é um espaço vazio entre barras consecutivas.

Obviamente, um gap pode surgir em outras periodicidades além de em nível diário, como intraday, semanal, mensal, anual, etc. Contudo, conforme o intervalo de tempo aumenta os gaps são cada vez mais raros. Para que ocorra, por exemplo, um gap no gráfico semanal não pode haver intersecção dos preços dos 5 dias de uma semana com os preços de nenhum dos 5 dias da semana seguinte.

Fechamento de um Gap
Existe a idéia de que um gap será sempre fechado, ou seja, os ativos passarão a ser negociado no intervalo de preços do gap num futuro próximo. Entretanto, na análise técnica, não há espaço para certezas e, por conseqüência, não podemos confiar que determinado gap será prontamente preenchido. Mesmo porque o fechamento pode ocorrer semanas, meses e até anos depois. De qualquer maneira é inegável a observação de que a maioria dos gaps é fechada de maneira relativamente rápida.

A principal causa do fechamento é o aspecto fortemente emocional dos gaps. Eles mostram força para um dos lados, muitas vezes são gerados a partir de notícias surgidas durante a noite. Muitos traders possuem um relacionamento extremamente emocional com seus ativos e operações e tomam decisões pouco racionais. Entretanto, quando a situação começa a normalizar e os fatos são analisados de maneira mais racional, muitos percebem que a decisão foi incorreta e começam a desfazer a posição equivocada. Esse comportamento inicia a reação que muitas vezes culmina com o fechamento total ou parcial do gap.

Gap de Rompimento
Este tipo de gap é formado quando o preço rompe um padrão de preços ou acumulação. Ele enfatiza a força compradora ou vendedora do novo momento. No gráfico abaixo o gap de rompimento confirma a superação de uma resistência. É desejável que o gap seja acompanhado por um aumento de volume no caso de gap de alta, condição não necessária para rompimentos de baixa.

Gaps de Continuação
Os gaps de continuação surgem quando os preços estão fazendo um movimento claro em uma direção e com rapidez. Dessa maneira, este é um tipo de gap bastante emocional que encontramos, normalmente, em rallys ou em quedas bruscas. Neste gráfico da ELET6 vemos dois gaps de continuação. Um cuidado a ser tomado é que o surgimento do segundo ou terceiro gap sinaliza perigo, pois o movimento pode estar usando de suas últimas forças.

Gaps de Exaustão
O gap de exaustão está associado ao final do movimento. Conforme dito, o segundo ou terceiro gap de continuação pode ser na verdade um sinal de exaustão. Cuidado especial deve ser tomado caso o gap seja grande em relação a outros gaps ou caso ocorra um gap de queda no dia seguinte deixando uma barra de preços isolada. Neste caso, tem-se uma ilha de reversão. Para os japoneses trata-se de uma padrão de candles de reversão tipo estrela bastante forte chamado de bebê abandonado.

Vale ressaltar também que um gap tende a tornar-se uma zona de suporte/resistência. Para os japoneses um gap é uma janela (um padrão de consolidação) e toda a área da janela é considerada um nível potencial de pressão compradora ou vendedora. Existem técnicas de exploração de gaps que podem ser encontradas em outros livros. Observe os gaps e também o contexto no qual eles aparecem. Eles têm muita informação para ajudar em seus trades.

 

 

 

 

  Luiz Freire
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