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IFR

O IFR é um dos indicadores mais utilizados, sendo extremamente útil em diversas situações. Ele pode ser usado sozinho ou em conjunto com outras técnicas de análise (o que é sempre recomendado). Criado em 1978 por Welles Wilder, o IFR mede a "força" de um ativo. Ele oscila entre 0 e 100 e pode ser utilizado em seus trades de 4 maneiras principais, vamos a elas.

O IFR é um indicador de esgotamento de altas e baixas. É plotado em escala linear que vai de 0 a 100. Teoricamente, quando o indicador se passa de 80, indica esgotamento da alta. Já o esgotamento da baixa acontece quando o indicador fica abaixo de 20. Vale Ressaltar que toda figura de reversão é acompanhada por divergências neste indicador. Desta forma, cunhas, derivas e topos se confirmam porque o IFR não mantém a mesma trajetória dos preços.

Topos e Fundos
Também conhecida como condição de compra ou venda excessiva. O IFR, normalmente, faz um topo acima do valor 70 e um fundo abaixo de 30. Esses topos/fundos formados no IFR, muitas vezes, são muito mais claros de serem visualizados do que no próprio gráfico de preços do ativo.

A interpretação feita é que acima de 70 o ativo está em uma condição de compra excessiva, ou seja, os preços estão altos, levando a pressão compradora a tornar-se fraca e abrindo espaço par uma correção. De maneira semelhante, abaixo de 30 aconteceram muitas vendas e o ativo está barato, sugerindo oportunidades de compra que podem dar origem a um movimento altista. Alguns autores acreditam que em uma tendência grande de alta o valor de 80 é mais adequado para sinalizar a condição de compra excessiva, enquanto que em um mercado de baixa o limite inferior pode ser ajustado para 20.

Formações Gráficas
O IFR forma padrões como OCO ou triângulos que, muitas vezes, não aparecem no gráfico dos preços, mas que são perfeitamente válidos, podendo indicar continuação ou reversão de tendência. O exemplo abaixo, mostra destacado um OCO anunciando queda no IFR que não aparece no gráfico de preços.

Suporte e Resistências: linhas de suporte e resistência são perfeitamente válidas no IFR, sugerindo, respectivamente, região de pressão compradora e vendedora.

Divergências: a procura por divergências é um dos principais usos do IFR. A divergência acontece quando o movimento do IFR "discorda" do que está acontecendo com o preço. Como um exemplo, algumas vezes o gráfico dos preços faz um novo topo mais alto que o anterior, enquanto que o IFR não acompanha este movimento ficando abaixo de seu último topo. O que está acontecendo? O IFR está apresentando a você um sinal de fraqueza do mercado de alta e talvez seja uma boa chance de vender. Não é preciso dizer que o contrário também é válido, se os preços fazem um novo fundo e o IFR não, pode estar surgindo força compradora.

O cálculo do IFR
Na fórmula, "A" representa a média dos preços de fechamento dos dias de alta do período, enquanto que "B" a média dos preços de fechamento dos dias de baixa. Como já foi dito, não existe regra bem determinada para o período de cálculo das médias, mas quanto menor o período maior a volatilidade do indicador, ou seja, o IFR irá oscilar mais.

Período do IFR: o IFR pode ser calculado sobre diferentes períodos de tempo, os mais comuns são 9, 14 e 25. Não existe uma regra formal para o número de dias a ser usado, alguns funcionam melhor para certos mercados, deve-se então testar e encontrar o que se adapta melhor para os papéis e índices que você analisa.

O IFR é bastante versátil e pode ajudar muito em seus trades. Muitos analistas concordam que o IFR é muito eficiente auxiliando na confirmação de uma idéia ou hipótese sobre o mercado. É possível realizar negócios baseando-se unicamente nesse indicador, mas essa prática não é a ideal. O importante é possuir uma metodologia que combine algumas técnicas de análise, podendo ser o IFR mais uma importante arma em seu arsenal.

Divergências

Mesmo elementos bastante conhecidos dos analistas técnicos como as divergências possuem propriedades pouco exploradas. As divergências entre indicadores e os preços têm um valor excepcional para o trader, podendo avisar com antecendência uma reversão ou simplesmente gerar sinais claros para encurtar os stops devido ao enfraquecimento da tendência atual. Neste artigo, vamos conhecer os diferentes tipos de divergências e suas caracterísiticas.

Momentum e Divergências: a grande maioria dos analistas avalia durante seu trabalho o que podemos chamar de a "taxa de aceleração" do preço ou do volume. Essa taxa de aceleração é chamada em análise técnica de momentum e diversos indicadores, sejam eles seguidores de tendência ou osciladores, são também indicadores de momentum. Como exemplo podemos citar ROC, IFR, MACD, entre muitos outros. Uma das maneiras em que esses indicadores são mais utilizados é na procura por divergências. As definições clássicas de divergências estão detalhadas abaixo:

Divergência altista: ocorre quando os preços fazem um novo fundo mais baixo que o anterior, enquanto que o indicador falha ao fazer um fundo mais baixo.

Divergência baixista: ocorre quando os preços fazem um novo topo mais alto que o anterior, enquanto que o indicador falha ao fazer um topo mais alto. Uma divergência é um sinal importante, ao qual devemos prestar muita atenção, pois uma boa oportunidade de entrada ou de saída pode estar se aproximando.

Fibonacci

Os números de Fibonacci são utilizados para medir a retração de uma alta ou a recuperação de uma queda. Conforme indicado no gráfico abaixo, utilizando-se de softwares gráficos, marca-se o intervalo entre o topo e o fundo e o sistema delimita os percentuais da retração ou da recuperação. A maioria dos ajustes ocorre até 33%, 50% ou 66%.

Bollinger Bands

Os Bollinger Bands são uma ferramenta bastante interessante, mantém uma relação intensa com a volatilidade, ajudando na antecipação de movimentos fortes e na identificação pontos de compra e venda. Observando o gráfico de um ativo ao longo do tempo é possível perceber períodos de alta volatilidade e outros bastante tranqüilos. A análise detalhada do gráfico, no entanto, nos mostra mais. O preço de um ativo dificilmente foge de uma determinada região, sendo constantemente atraído para uma zona de equilíbrio. Essa zona pode ser identificada com a utilização de médias móveis A partir dessas observações, o analista técnico John Bollinger criou os Bollinger Bands. Elas consistem em duas linhas, uma superior e outra inferior, traçadas a partir de uma determinada distância de uma média móvel. Esse conceito é, basicamente, o mesmo de envelopes. Nos envelopes, temos também duas linhas as quais são calculadas a partir de um determinado percentual de distância da média. A diferença introduzida por Bollinger está na utilização do desvio padrão

Estreitamento
Muitas vezes ocorre uma diminuição na volatilidade de um ativo em razão de um certo equilíbrio entre demanda e oferta. Essa diminuição tem reflexo direto nas bandas, uma vez que elas se aproximam deixando um canal muito mais estreito. A melhor analogia para o que essa formação representa é a calmaria que antecede uma tempestade, uma vez que trata-se de um considerável sinal de que um forte movimento está vindo.

Observe o gráfico acima da Ambev (AMBV4). Em final de maio e início de junho de 2003 as bandas estreitaram-se, permanecendo assim até final de agosto quando um significativo movimento altista teve início. Ao mesmo tempo em que o rally iniciou-se as bandas começaram novamente a se afastar refletindo o aumento de volatilidade.

Dessa maneira, as bandas nos fornecem com antecedência o sinal de que existe uma oportunidade de trade se aproximando, mas para qual lado o mercado vai? Podemos tentar descobrir essa resposta com a ajuda de alguns indicadores. Uma técnica é procurar divergências ou avaliar a sobrecompra/sobrevenda através de um oscilador como o IFR, entretanto, não podemos esquecer das valiosas informações fornecidas pelos indicadores baseados em volume.

Nessas situações, esses indicadores desempenham um papel importante, afinal o volume avalia o grau de comprometimento financeiro dos investidores. No gráfico acima, vemos uma linha vermelha descendente nos preços, enquanto que o OBV desenvolve uma trajetória ascendente (divergência altista). Com essas informações reunidas podemos preparar o trade e fazer uma ótima entrada.

Alcançando as Bandas
Um dos aspectos fascinantes da análise técnica é que mesmo sob as mesmas condições, muitas vezes, dois analistas enxergam o cenário de maneira completamente diferente.

Entretanto, seguidamente, ao alcançar uma das bandas o mercado reverte para a outra direção, nem que seja uma rápida pausa para "tomar ar" antes de continuar a escalada ou a queda. Isso acontece porque ao atingir a linha superior ou inferior, os preços já se distanciaram bastante de sua média e estão vulneráveis a correções. Sob essa visão, a superação de uma banda é na verdade um alerta que sugere a liquidação de posições.

A conclusão é que a estratégia de uso das bandas depende do plano de trade. O objetivo é manter a posição por algum tempo ou realizar trades curtos? Serão trades curtos ou curtíssimos como day-trade? Sob quais condições técnicas acontecerá a saída? Onde estarão os stops? Essas perguntas devem estar respondidas.

Outras Dicas de Uso: entre outros usos, ainda podemos destacar o fato de as bandas serem bons alvos de preços. Assim, um movimento que se inicia sobre uma banda tende a percorrer todo o caminho até a outra. Outro mecanismo interessante sugere que topos ou fundos feitos fora das bandas seguidos por topos ou fundos feitos dentro são uma boa sinalização de mudança de tendência. Maiores informações sobre essa interessante ferramenta você encontra no livro de John Bollinger, Bollinger on Bollinger Bands.

Parabólico SAR

O Parabólico: poucos conhecem profundamente este interessante indicador, considerado exótico pela maneira como é plotado. O parabólico é muito útil, sendo bastante usado na composição de sistemas de trade (trading systems), uma vez que seu uso define regras claras e objetivas de stop tanto na ponta de compra quanto na de venda. Criado por J. Welles Wilder e apresentado em detalhes em seu livro New Concepts in Technical Trading Systems, o nome parabólico vem do fato de que o conjunto de pontos do indicador apresenta frequentemente a forma de uma parábola. SAR, por sua vez, significa em inglês Stop And Reverse, ou seja, pára e reverte. Trata-se de uma menção à maneira como o indicador é empregado, a qual estaremos estudando a seguir.

Tendência é Fundamental
O primeiro ponto fundamental sobre o parabólico é que ele só deve ser usado em ativos com tendência definida. Acumulações e movimentos laterais fazem com que o indicador gere diversos sinais não confiáveis. Lembre-se sempre disso quando estiver observando o parabólico junto a um gráfico.

Stops, Entradas e Saídas
O grande mérito do parabólico está na sinalização de saídas. Como dito no artigo sobre planejamento de trades, a maior parte dos investidores passa 95% do tempo pensando em suas entradas e praticamente desprezam as condições de liquidação de suas posições. O resultado é a devolução do lucro obtido ou um prejuízo maior do que o esperado.

A regra de utilização do parabólico nessas condições é simples: deve-se fechar posições de compra quando o preço cai para baixo do parabólico e cobrir posições de venda quando o preço sobe acima do parabólico. O parabólico é um grande sinal de alerta. Suponha um ativo em tendência de alta, a cada dia o parabólico subirá de acordo com o tamanho da movimentação dos preços, mas não importando a direção dessa movimentação. Eventualmente, haverá a intersecção e a superação dos preços pelo parabólico esse é o sinal de stop-and-reverse. O indicador pode ser usado também para gerar pontos de compra e venda de maneira independente. Entretanto é aconselhável que se utilize em conjunto um seguidor de tendência. Assim, um sinal de compra é gerado quando os preços superam o parabólico e o seguidor de tendência (média móvel, macd, etc.) indica uma situação altista. No caso de uma média móvel, ela deverá estar com uma inclinação para cima. Para situações de venda, as condições são similares, mas ao contrário.

 

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