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Código de Barras

O código de barras é uma maneira de se representar números e caracteres através de um conjunto de barras paralelas de diferentes larguras que podem ser lidas por uma máquina de leitura óptica. Através de um processo de leitura automatizado simples de usar e relativamente barato. Por isso é bem mais usado que as outras formas de identificação automática. A única tecnologia atual que ameaça o código de barras é a leitura por radiofreqüência, mas a mesma ainda é muito cara para ser aplicada em produtos de baixo valor agregado.

Características

Coloração: embora a maioria dos códigos de barras seja branca, eles podem ser impressos em outra cor, desde que as barras não reflitam a cor vermelha utilizada pelo sensor e o fundo (espaço entre as barras) não reflita a luz branca.

Código de Barras Discreto e Contínuo: os códigos de barras podem ser divididos em discreto e contínuo. No modelo discreto, cada código começa com uma barra e termina com uma barra, contendo um espaço em branco entre as barras que não contém informação. Cada código é único e independe do código adjacente. Já o código de barras contínuo, sempre começa com uma barra e termina com um espaço, assim, tanto os espaços como as barras são lidos, reduzindo o tamanho horizontal do código.


Figura 1: código de barras discreto e código de barras contínuo.

Dimensão X: uma outra característica do código é a largura das barras. Em alguns códigos, há apenas uma largura, enquanto em outros, existem duas, três ou até mesmo cinco larguras diferentes, reduzindo ainda mais o código. Esse é o efeito da dimensão X. É geralmente expresso em caracteres por polegada (CPI – Caracter per Inch) Densidade: a densidade do código de barras é função da proporção entre a barra mais grossa e a mais fina, a mínima dimensão X, a quantidade de elementos necessários para representar um caractere. Veja abaixo representações com densidades diferentes para o número 123.


Figura 2: mesmo código representado em barras com diferentes densidades.

Padrões de Codificação

Código UPC (Universal Product Code): utilizado largamente nas indústrias e no varejo, pode ser usando tanto para o rastreamento do transporte como para a venda. Sua grande diferença está na divisão do código de barras, que identifica o país de origem, o fabricante e o produto. Ainda possui um dígito verificador no final, para evitar erros de leitura e falsificações de código. Por exemplo, qualquer produto da Nestlé fabricado no Brasil ter o código do tipo 789-1000-XXXXX-V. Onde 789 significa que o produto é nacional. 1000 é a identificação da Nestlé. XXXXX é o código do produto fabricado pela Nestlé (Observe que podem existir até 100 mil produtos diferentes para uma mesma empresa). V é o dígito verificador.


Figura 3: padrão UPC.

Código EAN (European Article Numbering system): surgiu na Europa e aprenseta duas versões: EAN-8 e EAN-13, as quais são variações do original UPC desenvolvido nos Estados Unidos. Devido a essa particularidade, é que um scanner EAN pode decodificar códigos do tipo UPC, mas a recíproca nem sempre é verdadeira.


Figura 4: padrão EAN-8 e EAN-13.

Código 39 / Military Standard 1.189: é constituído de 9 elementos, dos quais 3 são mais largos (daí o seu nome). Alfanumérico, sendo cada caractere (letra, número ou símbolo) representado por 5 barras e 4 espaços, sedo 3 desses mais largos que os outros.

Bookland: similiar ao EAN13 com a adição do ISBN (código internacional de identificação de livros). Dái o seu nome BookLand.

Além desses código mostrados acima, ainda existem várias outros códigos. Devido a tal abundância de padrões, está se tentando uniformizar o código de barras. O padrão mais aceito até agora é a união do código EAN /UPC.


Figura 5: padrão ISBN.

Aplicações
O código de barras pode ser utilizado para acompanhamento de toda a movimentação de cargas desde a saída da linha de produção até a entrega na casa do consumidor final ou no local de revenda. O código de barras permitiu a automatização de centrais de distribuição, reduzindo os custos de pedido, permitindo assim pedidos em lotes menores e até mesmo individuais.

O código de barras agilizou o sistema logístico desde os mais complexos até os mais simples. Por exemplo, ele diminui em até 30% o tempo de atendimento ao consumidor no caixa. Dispensa o processo de re-etiquetação quando os preços sofrem alterações.

O código de barras está presente em muitas situações no nosso dia-a- dia. Por exemplo: cartão de ponto de trabalho, pagamento de conta, ver trailer do filme nas lojas Game Vídeo, escutar um CD ou DVD na Livraria Cultura, comprar pão na padaria, fazer uma compra pela internet, enviar uma carta pelos correios entre várias outras situações.

Limitações e Aspectos Negativos
O código de barras possui algumas limitações as quais estão abrindo um espaço para o uso da radiofreqüência. O código de barras pode sofrer danos durante o transporte (a embalagem pode amassar, a tinta de impressão pode borrar ou a etiqueta pode amassar, impedindo assim a sua leitura.

O código de barras tem que estar visível para ser lido, a sua leitura só é realizada no sentido do código de barras e de perto. Pra complicar, alguns produtos sempre causam problemas na leitura do código de barras: é o caso do leite em saquinho e de alguns produtos gelados quando vai passar pelo caixa do supermercado. Ainda mais, alguns produtos embalados em packs, como as latinhas de cerveja, precisam ser retirados da embalagem do pack para poder ser lido.

Por fim, o código de barras requer uma certa habilidade para ser operado e isso resulta em um certo tempo para que o operário pegue a prática de leitura e trabalhe na mesma velocidade que os funcionários mais experientes.

Do ponto de vista dos designers, o código de barras é sempre uma dor de cabeça, pois pode prejudicar a estética do produto. Já os médicos se preocupam com o laser de leitura, o qual é prejudicial à saúde se direcionado aos olhos por acidente ou brincadeira.

Erros de Leitura e Impressão: a impressão do código de barras também é passível de erros, pois a impressora não é tão precisa quanto o leitor. Dependendo da dimensão, concentração e densidade da impressão, esse desvio é tolerável, sendo, inclusive, previsto em norma.

Outros problemas que podem comprometer a leitura são as falhas de impressão, o atrito da embalagem e o respingo de tinta ou sujeira. Se a dimensão da falha, por exemplo, for muito menor que a largura da barra mais fina, o equipamento leitor está programado para ignorar essa falha. Além disso, os scanners fazem várias leituras por segundo, não porque o usuário vai conseguir rastrear mais de um produto por segundo, mas para evitar erros previstos na leitura. Assim, se na primeira leitura houve erro, talvez na segunda tentativa ocorra uma leitura correta.

Perspectivas Futuras
O futuro do código de barras não é muito tentador. Com praticamente 100% dos grandes varejistas automatizados e com a ameaça de uma tecnologia mais moderna, rápida e eficiente, o RFID, a impressão é que o setor está saturado e próximo à curva de depreciação tão exibida por entidades de pesquisas. Mas o mercado esconde amplas oportunidades para fabricantes, revendas e integradores.

Entretanto, novos negócios não param de surgir, seja na implementação dessa tecnologia em pequenas e médias empresas ou na utilização no ramo de prestação de serviços. Isso, sem falar nas pesquisas que estão sendo feitas no aprimoramento dos hardwares necessários pra o sistema de código de barras funcionar. Enfim, Código de barras, mais do que uma tecnologia, é um conceito. E como tal, não tem fim. O controle de mercadorias, pessoas e processos sempre existirá. Mas se será feito por RFID ou outra solução é porque o código está evoluindo para uma segunda geração.

 

  Luiz Freire
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