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Mestrado em Engenharia Industrial e Gestão

Universidade do Porto
A Universidade do Porto foi constituída formalmente em 22 de Março de 1911, logo após a implantação da República em Portugal. As suas raízes, contudo, remontam a 1762, com a criação da Aula de Náutica por D. José I. Esta escola e as suas sucessoras (Aula de Debuxo e Desenho, criada em 1779; Academia Real da Marinha e Comércio, em 1803; Academia Politécnica, em 1837) foram responsáveis pela formação dos quadros portuenses ao longo do séc. XVIII e XIX, dando resposta às necessidades de pessoal qualificado na área naval, no comércio, na indústria e nas artes. Hoje, a Universidade do Porto é o maior centro de estudos de país e conta com catorze faculdades.


Figura 1: reitoria da universidade e faculdade de medicina.

Faculdade de Engenharia
É historicamente herdeira da Academia Polytechnica do Porto, criada por decreto real de 13 de Janeiro de 1837, que inaugurou os Estudos Industriais em Portugal. Na essência da sua ação, a FEUP é uma escola que há 170 anos assenta a sua atividade no conjunto dos pilares da educação, do desenvolvimento técnico e tecnológico e da investigação científica, oferecendo desde sempre cursos hoje designados de banda larga, com formação teórica sólida em matemática, química, física e ciências das engenharias. A FEUP é hoje reconhecida como uma Escola de Referência na Tecnologia e na Ciência da Engenharia na generalidade das áreas de especialidade em que mantém uma larga rede de cooperação nacional e internacional.

Nas suas modernas instalações, desenvolve-se Investigação em 22 Unidades de Investigação & Desenvolvimento reconhecidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, tendo 5 dessas Unidades merecido a classificação de Excelente e 9 outras a classificação de Muito Bom por parte de painéis internacionais de avaliação. São também de reconhecida relevância para o tecido empresarial os serviços e os desenvolvimentos tecnológicos concretizados nos 9 institutos de interface associados.


Figura 2: novas instalações da faculdade de engenharia.

Na vertente da Educação a FEUP lidera o panorama nacional na procura e no preenchimento das vagas dos cursos oferecidos. Por outro lado todos os cursos da FEUP, agora designados mestrados integrado e com a duração de 10 semestres, estão acreditados pela Ordem dos Engenheiros e aqueles que foram objecto de avaliação por parte da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES) mereceram das melhores classificações do País. Acresce ainda que a aceitação dos licenciados da FEUP pelo tecido empresarial e institucional empregador se tem constantemente traduzido por um tempo médio global para aceder ao 1º emprego de cerca de um mês.

Cerca de 75% dos docentes da Faculdade de Engenharia são doutorados, sendo que 84% dos docentes doutorados da FEUP trabalham nos Centros de Investigação & Desenvolvimento reconhecidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Na avaliação feita aos pesquisadores desse centro de ensino, 5 mereceram a classificação de Excelente e 9 a classificação de Muito Bom.


Figura 3: pátio bem cuidado, todas as sala de aula com datashow e corredores climatizados.

A FEUP tem Instalações recentes e excelentemente equipadas: 35 Anfiteatros com equipamento multimídia, mais de 250 laboratórios de ensino e investigação, 600 computadores em salas de informática acessíveis 24h por dia e 365 dias por ano para os alunos poderem trabalhar. A biblioteca oferece mais de 500 lugares de leitura com tomada da rede elétrica para o docente recarregar o seu laptop, além do acesso a dezenas de milhares de documentos eletrônicos, centenas de periódicos em texto integral e às principais bases de referência bibliográfica. Os sistemas de e-Learning são utilizados por mais de 50% dos alunos como apoio a cerca de 30% das disciplinas.

Possuindo recursos humanos e materiais, infra-estruturas físicas, experiência, cultura, capacidade de mudança e motivação adequadas, a FEUP considera-se na primeira linha do potencial nacional para desenvolver a sua atividade na dimensão adicional que hoje se exige às instituições do ensino superior nacional, a da cooperação alargada com os mais avançados centros de educação e desenvolvimento científico internacionais, com ênfase particular em centros europeus.

Mestrado Integrado em Engenharia Industrial e Gestão
Com as alterações ao Ensino Superior decididas na União Européia (processo de Bolonha) os cursos de Engenharia, as antigas licenciaturas, chamam-se agora Mestrados Integrados. Têm a mesma uma duração de cinco anos. Ao concluir os primeiros 3 anos (180 ECTS), o aluno recebe um diploma de Licenciatura em Ciências da Engenharia e na conclusão do curso, o diploma de mestre. A FEUP já vai funcionar de acordo com o novo modelo europeu a partir do ano letivo de 2006/2007.

O plano curricular do Mestrado Integrado em Engenharia Industrial e Gestão é constituído por disciplinas de base em Matemática e Física, disciplinas tecnológicas na área da Engenharia Mecânica, e disciplinas de Gestão. Muitas disciplinas envolvem a realização de trabalhos individuais e em grupo com uso de ferramentas informáticas muito variadas.

Nos últimos anos, as alunas e os alunos têm acesso a programas de intercâmbio internacional, particularmente na Europa e no Brasil. O curso termina com um projecto individual de dissertação ou estágio, que normalmente é realizado numa empresa.

Após o curso, os diplomados poderão desempenhar funções de engenharia industrial e gestão em várias áreas, tais como produção, distribuição, logística, aprovisionamentos, manutenção, marketing, sistemas de informação ou optarem por uma carreira de investigação.

Empregabilidade: no âmbito das empresas industriais, os diplomados poderão desempenhar funções de engenharia industrial e gestão, apoiando e participando em processos de decisão nas áreas funcionais referidas. Àqueles que demonstrarem capacidade de liderança, abrir-se-ão perspectivas de uma carreira como executivos, que poderá conduzi-los até lugares de Alta Direção ou à criação de empresas inovadoras.

Existe ainda a possibilidade de optarem por uma carreira de investigação em temas tão diversos como por exemplo a modelação dos processos de decisão, o desenvolvimento de sistemas informáticos para o planejamento e controle de produção, a análise de estratégias integradas de distribuição e marketing, ou a engenharia de processos de negócio.

O Processo de Bolonha
De forma a criar um Espaço Europeu de Ensino Superior e uma nova organização do ensino, mais centrado no aluno e no desenvolvimento das suas competências, o Processo de Bolonha pretende levar as universidades dos países aderentes a implementar uma série de reformas.


Figura 4: a FEUP já está homologada pelo processo de Bolonha desde 2006..

Os exemplos são vários:

  • Instituição, em todos os países, de graus acadêmicos com nomenclaturas semelhantes e inter-compreensíveis, durações e cargas de trabalho comparáveis e objetivos formativos semelhantes;
  • Reestruturação do sistema de Créditos ECTS;
  • Implementação do Suplemento ao Diploma;
  • Adoção da Escala Européia de Comparabilidade de Classificações;
  • Acreditação do Ensino Superior;
  • Criação de cursos com a duração de seis semestres letivos;
  • Instituição de disciplinas optativas, a serem escolhidas pelo aluno dentro de um elenco pré-estabelecido pela Universidade;
  • Incremento dos intercâmbios com universidades estrangeiras;
  • Obtenção de Diplomas reconhecidos em todos os países aderentes à Declaração de Bolonha;

Os Mestrados Integrados são ciclos integrados de formação com as características de focagem e eficácia que lhe são próprias, sem a compartimentação e ineficiências decorrentes de esquemas de 1º mais 2º ciclo. São usuais em Universidades de referência de alguns países europeus, em que a tradição de formação de cinco anos está bem estabelecida (Alemanha, Holanda, Áustria, Suécia,…), e vai mesmo na linha do que se passa nos EUA onde, em alternativa a cursos de bacharelato relativamente curtos seguidos de mestrados, algumas grandes e prestigiadas universidades com fortíssimas tradições em Engenharia (Stanford, MIT) criaram Mestrados Integrados de cinco anos.

O entendimento de um novo paradigma de ensino subjacente, centrado na aquisição de competências, está patente nos objetivos, conteúdos, e metodologia das unidades curriculares, bem como na própria estrutura do plano que, com um menor número de horas de aula presencial e um menor número de disciplinas por semestre – combatendo a dispersão e favorecendo a concentração de matérias em unidades curriculares de maior dimensão – procura conseguir que a formação no final dos cinco anos seja significativamente superior em profundidade.

O grau de mestre comprova nível aprofundado de conhecimentos numa área científica específica e capacidade para a prática da investigação e/ou para o exercício de uma atividade profissional. A concessão do grau de mestre pressupõe a demonstração de que o Engenheiro:

  • Possui conhecimentos e capacidade de compreensão a um nível, que sustentando-se nos conhecimentos obtidos ao nível do 1.º ciclo, os desenvolva e aprofunde e constituam a base de desenvolvimentos e/ou aplicações originais, em muitos casos em contexto de investigação;
  • Sabe aplicar os seus conhecimentos e a sua capacidade de compreensão e de resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, ainda que relacionados com a sua área de estudo;
  • Tem capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas e sociais que resultem ou condicionem essas soluções e esses juízos;
  • É capaz de comunicar as suas conclusões, e os conhecimentos e raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambigüidades;
  • Possui competências de aprendizagem que lhe permitem uma aprendizagem ao longo da vida, de um modo fundamentalmente auto-orientado ou autônomo.

Documentos Relacionados
Avaliação do Cursos de Gestão Industrial da FEUP
Comparativo dos Cursos de Gestão Industrial em Portugal
Concorrências do Concurso de Acesso ao Curso

Referências
Processo de Bolohnha da Universidade do Porto
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Universidade do Porto
CDIO (Conceive, Design, Implement, Operate)
ABET (Accreditation Board for Engineering and Technology)

 

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